Kim Jong il estava no poder há 17 anos. Tido como excêntrico pelo Ocidente, o norte-coreano se autoproclamou ‘querido líder’ após suceder seu pai, Kim II-Sung, o ‘grande líder’ e ‘eterno presidente’, que governou o país comunista durante mais de 40 anos, até a sua morte, em 1994.
Kim costumava ser ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira e seus sapatos de salto alto (para compensar a baixa estatura, de apenas 1,57m). Louco para o resto do mundo, o ditador sempre foi considerado “como um Deus” em seu país.
Entre muitos mitos, os norte-coreanos aprendem em livros escolares que Kim Jong-il foi o responsável pela invenção do hambúrguer, aprendeu a falar com apenas seis semanas de vida e não precisa utilizar o banheiro por nenhuma razão. Em relação aos esportes, a mídia estatal diz que, em 1994, o líder norte-coreano conseguiu completar os 18 buracos de um campo de golfe de Pyongyang em apenas 34 tacadas - o recorde mundial para qualquer campo de golfe é de 59. O anúncio oficial de sua morte, por exemplo, foi feito em meio ao choro da apresentadora da TV estatal. Ao longo do dia, também foram divulgadas imagens de norte-coreanos desesperados com a morte do líder.
Com 23 milhões de habitantes, a Coreia do Norte é uma potência militar armada até os dentes, possui tecnologia nuclear e tem o quinto maior exército do planeta, com 1,2 milhão de militares na ativa e cerca de 4 milhões de reservistas. Além dos membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França), apenas Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte também possuem armas nucleares. Por isso, toda a preocupação global quanto ao futuro da Coreia do Norte.
Tensão global
Por conta da morte do ditador, o Conselho Nacional de Segurança da Coreia do Sul se reuniu para um encontro de emergência. Ontem mesmo, praticamente ao mesmo tempo em que a morte de Kim Jong il foi divulgada, a Coreia do Norte testou mísseis próximos à fronteira sul-coreana. Toda a tensão faz sentido: tecnicamente, as duas Coreias permanecem em estado de guerra desde a Guerra da Coreia (1950-1953). Os países assinaram apenas um cessar-fogo.
Ontem, em visita ao Japão, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou sobre a morte de Kim Jong il e disse que espera uma transição “estável e pacífica” para o país. Disse, também, que os Estados Unidos querem melhorar suas relações com os norte-coreanos, conforme noticia a agência AFP.
Tradicional aliado da Coreia do Sul, os Estados Unidos viveram momentos de tensão com o regime de Kim Jong il, principalmente durante os mandatos do ex-presidente George W. Bush, que classificou a Coreia do Norte como um dos países do ‘Eixo do mal’, ao lado de Irã e Iraque.
Em 2005, Kim Jong il admitiu ter armas de destruição em massa: “Nós fabricamos armas nucleares para defesa e para lutar contra a administração de Bush e sua política para isolar e separar [a Coréia do Norte]. Nossas armas nucleares se manterão como uma força para autodefesa sob qualquer circunstância”.
Kim costumava ser ridicularizado por seus hábitos de playboy, sua cabeleira e seus sapatos de salto alto (para compensar a baixa estatura, de apenas 1,57m). Louco para o resto do mundo, o ditador sempre foi considerado “como um Deus” em seu país.
Entre muitos mitos, os norte-coreanos aprendem em livros escolares que Kim Jong-il foi o responsável pela invenção do hambúrguer, aprendeu a falar com apenas seis semanas de vida e não precisa utilizar o banheiro por nenhuma razão. Em relação aos esportes, a mídia estatal diz que, em 1994, o líder norte-coreano conseguiu completar os 18 buracos de um campo de golfe de Pyongyang em apenas 34 tacadas - o recorde mundial para qualquer campo de golfe é de 59. O anúncio oficial de sua morte, por exemplo, foi feito em meio ao choro da apresentadora da TV estatal. Ao longo do dia, também foram divulgadas imagens de norte-coreanos desesperados com a morte do líder.
Com 23 milhões de habitantes, a Coreia do Norte é uma potência militar armada até os dentes, possui tecnologia nuclear e tem o quinto maior exército do planeta, com 1,2 milhão de militares na ativa e cerca de 4 milhões de reservistas. Além dos membros do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China e França), apenas Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte também possuem armas nucleares. Por isso, toda a preocupação global quanto ao futuro da Coreia do Norte.
Tensão global
Por conta da morte do ditador, o Conselho Nacional de Segurança da Coreia do Sul se reuniu para um encontro de emergência. Ontem mesmo, praticamente ao mesmo tempo em que a morte de Kim Jong il foi divulgada, a Coreia do Norte testou mísseis próximos à fronteira sul-coreana. Toda a tensão faz sentido: tecnicamente, as duas Coreias permanecem em estado de guerra desde a Guerra da Coreia (1950-1953). Os países assinaram apenas um cessar-fogo.
Ontem, em visita ao Japão, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou sobre a morte de Kim Jong il e disse que espera uma transição “estável e pacífica” para o país. Disse, também, que os Estados Unidos querem melhorar suas relações com os norte-coreanos, conforme noticia a agência AFP.
Tradicional aliado da Coreia do Sul, os Estados Unidos viveram momentos de tensão com o regime de Kim Jong il, principalmente durante os mandatos do ex-presidente George W. Bush, que classificou a Coreia do Norte como um dos países do ‘Eixo do mal’, ao lado de Irã e Iraque.
Em 2005, Kim Jong il admitiu ter armas de destruição em massa: “Nós fabricamos armas nucleares para defesa e para lutar contra a administração de Bush e sua política para isolar e separar [a Coréia do Norte]. Nossas armas nucleares se manterão como uma força para autodefesa sob qualquer circunstância”.

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