sábado, 11 de junho de 2011
Taxa de Sida em Angola está entre as mais baixas
O ministro da Saúde assegurou, na quinta-feira, em Nova Iorque, na Reunião de Alto Nível das Nações Unidas sobre Sida, que Angola está entre os países com baixa prevalência do HIV.
José Van-Dúnem, que discursava em representação do Presidente José Eduardo dos Santos, afirmou que, apesar dos obstáculos próprios de um país em reconstrução, o Executivo expandiu o acesso à prevenção, tratamento, cuidados e apoio gratuitos.
Entre 2003 e 2010, garantiu, foi registado um aumento do número de centros de aconselhamento e testagem de oito para 558.
Actualmente, sublinhou, há 133 centros de tratamento anti-retroviral para adultos, 120 para crianças e 209 de Prevenção da Transmissão Vertical (PTV).
“Em 2010, mais de 450 mil pessoas fizeram um teste de VIH, mais de 60 mil adultos e crianças com VIH positivo foram inseridos em programas de cuidado e apoio e cerca de metade destas pessoas recebem terapia anti-retroviral gratuita”, revelou, acentuando:“A cada ano, o número de mulheres grávidas testadas aumenta e, em 2010, testamos mais 260 mil durante os serviços de consulta pré natal”.
Novos desafios
O ministro José Van-Dúnem reconheceu que existem muitos desafios por Angola ser um país com uma grande extensão territorial e onde, apesar dos esforços de reconstrução, as infra-estruturas de saúde ainda são insuficientes e o acesso a serviços sociais básicos não atingiram, por enquanto, o nível desejado.“O Executivo está empenhado em incluir os serviços de VIH nos serviços de saúde existentes e, ao mesmo tempo, reforçar a resposta sistémica, inserindo a atenção ao VIH nos cuidados primários”, realçou.
A aposta, disse, continua a recair nas acções que garantam o acesso aos serviços de saúde, educação e equidade de género.
O ministro da Saúde esteve acompanhado pela directora das Organizações Internacionais do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Margarida Izata, representante permanente junto da ONU, Ismael Gaspar Martins, e Directora-Geral do Instituto Nacional de Luta contra o Sida, Dulcelina Serrano.
Compromisso
“Estamos comprometidos com os esforços globais em curso para a redução do peso da epidemia”, disse o ministro José Van-Dúnem, acrescentando que o Executivo conta com o engajamento da comunidade internacional.
“Tudo faremos para alcançar o acesso universal e atingir o nível zero em novas infecções”, concluiu.A delegação angolana à reunião, que terminou ontem, na sede das Nações Unidas, integra, igualmente, técnicos seniores dos Serviços de Apoio do Vice-Presidente da República, dos Ministérios da Saúde e das Relações Exteriores, e representantes da sociedade civil.
O encontro serviu para examinar os progressos alcançados desde 2001, ano da primeira reunião, e reafirmar o compromisso nacional e internacional em responder aos problemas da Sida e elaborar estratégias adequadas para reverter o quadro até 2015.
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